Por que 70% do engajamento do seu time depende do líder (e como os DinoChefes estão destruindo seu lucro)
Imagine entregar as chaves de uma Ferrari novinha, com o tanque cheio e o motor roncando, nas mãos de alguém que passou a vida inteira apenas andando de bicicleta. O que vai acontecer na primeira curva em alta velocidade? O desastre é absolutamente certo. A máquina é perfeita, mas o condutor não tem o preparo necessário para extrair o potencial dela.
No mundo corporativo, nós cometemos esse exato mesmo erro todos os dias. Pegamos o nosso melhor vendedor, o nosso engenheiro mais brilhante ou o analista mais focado, entregamos a eles as chaves de uma equipe inteira e esperamos que, por um milagre divino, eles saibam conduzir pessoas rumo à alta performance. Nós cobramos resultados extraordinários, mas esquecemos do básico: ensinar essa pessoa a liderar.
Funcionário com falta de engajamento
Segundo a GALLUP (Junho/2024), o baixo engajamento dos colaboradores custa à economia global a assustadora cifra de 8,9 trilhões de dólares. E sabe qual é o dado mais alarmante desse estudo? O líder direto é responsável por 70% da variação do engajamento de um time.
A matemática é cruel e direta. Se a sua equipe está desmotivada, entregando o mínimo necessário para não ser demitida e olhando para o relógio esperando dar o horário de ir embora, a culpa não é do mercado. A culpa não é da nova geração. A responsabilidade está sentada na cadeira de liderança. Liderança não é cargo, é mentalidade. E a maioria das empresas ainda confunde crachá com competência.
A epidemia da obesidade cerebral e o mito do "já cheguei lá"
Sempre que converso com executivos e diretores, ouço uma enxurrada de desculpas prontas. A mais clássica delas vem daqueles gestores que já estão no cargo há alguns anos: "Já sou líder, sei o que faço. Treinamento é coisa para quem está começando".
Essa é a frase de nascimento do que eu chamo de DinoChefe. Aquele profissional tóxico, ultrapassado, que acredita que o respeito vem imposto pelo cargo e não conquistado pela atitude. O DinoChefe sofre de uma doença silenciosa chamada obesidade cerebral. Ele consome livros, faz MBAs caríssimos, acumula teorias complexas, mas na hora de sentar com um liderado para resolver um conflito, ele foge. Tem muito conhecimento acumulado e zero aplicação prática.
Funcionário desmotivado no trabalho
O mercado está cheio de profissionais que vivem de títulos, mas não se atualizam nas habilidades humanas. Eles esquecem uma premissa básica dos negócios: o melhor do ser humano é ser humano. Quando você coloca um DinoChefe para gerenciar talentos, você não está apenas estagnando a sua equipe. Você está ativamente expulsando os melhores profissionais da sua empresa.
"A rotatividade é um problema do RH" (A mentira que te contam)
Outra objeção que ouço frequentemente nos corredores das grandes corporações é a terceirização da culpa. O gestor cruza os braços, olha para a cadeira vazia do talento que acabou de pedir demissão e diz: "A rotatividade é um problema do RH. Não tenho culpa se o mercado está aquecido e eles saem por qualquer cem reais a mais".
Vamos colocar os pingos nos is. O RH atrai o talento, faz o processo seletivo, cuida da integração e oferece os benefícios. Mas quem demite o talento, todos os dias, um pouco de cada vez, é o líder direto. As pessoas não pedem demissão de empresas ruins. Elas pedem demissão de chefes ruins. Elas fogem da falta de clareza, da ausência de feedback, da microgestão sufocante e da falta de reconhecimento.
Se o seu gestor diz que não tem tempo para cuidar de gente porque a empresa precisa dele na operação, ele não é um líder. Ele é apenas um tarefeiro muito bem pago. Liderar é servir. E quem não serve, não serve.
O abismo entre o treinamento genérico e a transformação real
Muitas empresas até tentam resolver o problema. Compram pacotes de cursos online, colocam os gestores em salas de aula por horas a fio e esperam que eles saiam de lá transformados. Mas a realidade nos mostra o contrário.
Reunião com funcionários desmotivados.
Uma pesquisa da DELOITTE (Março/2024) sobre Tendências Globais de Capital Humano reforça que o desenvolvimento de pessoas não pode ser apenas um treinamento genérico de prateleira. Ele precisa estar ancorado em capacidades críticas de negócios e na realidade do dia a dia.
Não adianta ensinar teorias complexas de gestão se o seu líder não sabe dar um bom dia olhando nos olhos. Pare de gourmetizar a liderança. O simples bem feito é extraordinário. Precisamos de uma liderança transformacional com os pés no chão, baseada na andragogia aplicada, onde o adulto aprende resolvendo problemas reais, e não decorando slides.
Os 3 pilares para construir líderes que trazem resultados
Se você quer parar de perder dinheiro e talentos, precisa estruturar o desenvolvimento da sua liderança em três pilares inegociáveis. Não é mágica, é método.
- Primeiro pilar: Autoliderança. Ninguém lidera o outro se não consegue liderar a si mesmo. O líder precisa de autoconhecimento profundo. Ele precisa entender seus gatilhos, suas fraquezas e como o seu comportamento impacta o ambiente ao seu redor. Um líder desequilibrado cria uma equipe doente.
- Segundo pilar: Líder nos relacionamentos. Aqui entra a capacidade de se conectar genuinamente. É aplicar o que chamo de "o café mais transformador da sua vida". Um método de feedback de cinco minutos, feito de forma constante, honesta e humana, tomando um café. Sem formulários complexos do RH, sem burocracia. Apenas duas pessoas conversando sobre como podem melhorar. É a prática do acrônimo HOSTHIA: Humildade para aprender, Objetividade para resolver, Simplicidade na comunicação, Transparência nas intenções, Humanidade no trato, Integridade nas ações e Amor pelo que faz.
- Terceiro pilar: Líder nos negócios. Liderança não é apenas abraçar árvores. É dar resultado. O líder preparado entende de estratégia, sabe ler o cenário, toma decisões difíceis e direciona a equipe para o atingimento das metas. Mas ele faz isso através das pessoas, e não passando por cima delas.
O comparativo que dói no bolso
Faça um exercício rápido de observação no seu mercado. Olhe para as empresas que dominam o seu setor. Aquelas que inovam, que crescem dois dígitos ao ano e que têm filas de candidatos querendo trabalhar lá.
Essas empresas não têm orçamentos infinitos. Elas têm líderes preparados. Elas entenderam que investir no desenvolvimento da liderança não é custo, é a alavanca de maior retorno sobre o investimento que existe.
Empresário sem dinheiro na carteira.
Agora olhe para as empresas que não investem. Aquelas onde a diretoria diz que "o mercado não tem gente boa" ou que "não tem budget para atrair os melhores". Essas empresas se tornaram meras escolas de treinamento para a concorrência. Elas contratam profissionais juniores, gastam tempo ensinando a parte técnica e, quando esse profissional fica bom, ele vai embora porque não suporta a gestão tóxica do DinoChefe. A empresa que não treina seus líderes está, literalmente, financiando o crescimento do seu maior concorrente.
Como bem disse o mestre Peter Drucker: "O gerenciamento é fazer as coisas direito; a liderança é fazer as coisas certas." E a coisa mais certa que você pode fazer hoje é olhar para quem está comandando o seu batalhão.
A conta vai chegar (e ela é alta)
O simples bem feito é extraordinário. Não precisamos de metodologias importadas com nomes impronunciáveis. Precisamos resgatar a essência da gestão humana focada em resultados. Precisamos de líderes que assumam a responsabilidade, que parem de culpar o RH, o mercado ou a nova geração, e comecem a olhar para o próprio espelho.
Se a sua empresa continua perdendo talentos, se o engajamento está baixo e você acha que o problema é o mercado, eu te convido a olhar com coragem para quem está comandando suas equipes. A falta de preparo da sua liderança está custando muito mais caro do que qualquer programa de desenvolvimento.
Se você é CEO, Diretor ou atua no RH estratégico e cansou de ver sua empresa sangrar talentos e dinheiro por causa de gestores despreparados, chegou a hora de agir. Me chame no direct para contratação do nosso programa de liderança.
Vamos transformar seus chefes em líderes de verdade e varrer os DinoChefes da sua operação.
RichardHeiras realizando treinamento de líderes.
Agora me responde com sinceridade:
- Quanto custa para a sua empresa continuar tolerando líderes que afastam os melhores talentos todos os meses?
- Você já pediu demissão por causa de um chefe ruim ou já viu isso destruir uma equipe na sua empresa?
Deixe sua experiência nos comentários, quero ler a sua opinião.
Um grande #AbracoDe20Segundos 🤗
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